21 outubro, 2015

Mudei de Localidade, e agora?

   Há cerca de um mês que me mudei para Lisboa.
   O facto de ter continuado os meus estudos não significa que tenha colocado este projeto de parte. Pelo contrário. Apenas estou a aprender mais e a preparar o meu plano B enquanto o plano A não gera os rendimentos necessários para não fazer mais nada da vida.

   Ainda não dei muitos planos, muito menos falei dos produtos a alguém.
   Tenho andado a observar e a conhecer melhor o comportamento das pessoas que vivem numa grande cidade.

   No entanto, não será isto que me fará parar. Até se torna mais uma razão para o fazer.
   Pois já me apercebi de que existem muitos jovens que nunca ouviram falar neste tipo de negócio e muito menos do produtos. O potencial está todo aqui e os contactos não acabam. Temos sempre muitas opotunidades de conhecer cada vez mais pessoas.

Desejem-me sorte! Eu vou dando notícias.


30 junho, 2015

Fanatismo e Desgraçados

   Ouvi dizer, por fontes fidedignas, que uma rapariga lá da rua tinha ficado fanática com este negócio, tendo prejudicado a sua vida.
   Então vamos lá perceber o que se passou com esta rapariga.
 
   Neste negócio, cada produto comprado à fábrica vale um montante de pontos, pontos esses que valem dinheiro que nos será pago pela empresa. Significa isto que, quanto mais comprarmos mais ganhamos. Agora, o que fazer como os produtos? Temos várias opções:
 
   A mais fácil é a de consumir. Os produtos são bons e de utilização diária, por isso é muito fácil fazer alguns pontos com coisas para a casa ou de higiene pessoal, já para não falar da cosmética e nutrição.
   Depois, a opção por que muitos de nós são conhecidos é a de vender. Eu pessoalmente não tenho pachorra nenhuma para fazer de "testemunha de jeová" e andar a chatear as pessoas para me comprarem os produtos. Mas adoro o que uso e é inevitável que a minha família e os meus amigos não notem de que os produtos que eu utilizo são melhores do que os que eles e eu utilizávamos, por isso eles acabam por me pedir e assim, sem saber, estou a vender.
   A opção que não é aconselhada pela fábrica é a de fazer stock de produtos. A mim dá-me bastante jeito ter os produtos mais pedidos ou que acabam mais depressa lá em casa, para que quando seja preciso vender eu tenha disponível no próprio dia. O objetivo de criar stock é a de escoar esses produtos até chegar a próxima encomenda e não de acumular.
   A última opção é a de oferecer presentes de aniversário da nossa marca. E é por isso que nós adoramos o Natal. Fazemos pontos, damos a conhecer os nossos maravilhosos produtos e ainda podemos ficar orgulhosos de estarmos a oferecer algo de elevada qualidade à nossa família.

   Ao que parece, aquela rapariga estava tão focada nos pontos que nem se lembrava de que tinha os produtos em casa e que tinha de fazer alguma coisa com eles. Este foi um mau exemplo. Lá por ela ter errado não significa que todos os empresários Amway tenham feito o mesmo.
   No entanto, as pessoas têm uma grande tendência para espalhar as más notícias e abafar as boas. Vê-se pela quantidade de notícias negativas comparando com a quantidade de positivas que passam nas nossas televisões todos os dias.

   E é por isto que as pessoas adoram escrever nas suas contas do Facebook "as pessoas vão de mal a pior", "isto já não é como era antigamente", "está tudo doido, "o Mundo está perdido".
   Mentira. Sempre aconteceram desgraças e sempre acontecerão. Hoje é que temos acesso rápido à informação e por isso sabemos de tudo o que queremos. Se pesquisarmos na internet por notícias boas vamos encontrar coisas boas.
Boas Notícias, é um bom site para os curiosos, btw.
   Há uns anos atrás, quando não havia televisão e muito menos internet, no Alentejo morria um senhor esfaqueado e ninguém do Algarve sabia.
Ontem à noite, em Sintra alguém esfaqueou o namorado e hoje à hora de almoço já Portugal inteiro tem acesso à notícia.

   Bom, mas o mais importante disto tudo é que eu estou a desenvolver este negócio com objetivos definidos e sem loucuras sem noção pelo meio. Bastante ciente do que faço e do que não devo fazer ;)

18 junho, 2015

Não tenho tempo!

   Muitas pessoas utilizam a frase "não tenho tempo" quase todos os dias, e maior parte das vezes usam-na como desculpa.
   Falo por mim, quando não quero fazer as tarefas básicas da casa por preguiça ou cansaço digo que não tenho tempo. A verdade é que tempo há sempre, nós é que fazemos o nosso tempo. As 24 horas do nosso dia ou os 7 dias da semana são preenchidas com as nossas escolhas, nós é que definimos as nossas prioridades.
   Como aspirar o chão não é uma prioridade nas minhas 24 horas de um dia normal da semana, simplesmente faço outras coisas como arrumar a cozinha, estar fora de casa, dormir, tudo menos aspirar o chão. Muito simples de perceber.

   O curioso na minha situação, é que as pessoas à minha volta é que me dizem que eu não tenho tempo, aliás, costumam dizer "tu estás em todas, é impressionante". E é verdade. Se há coisa que me ensinaram desde pequenina foi a aproveitar todas as oportunidades para participar em tudo o que gosto e em experimentar tudo o que quero saber se gosto.
   Significa isto que, as prioridades do meu dia a dia são experiências, estar fora de casa a fazer algo de produtivo para o meu crescimento pessoal e social, ao contrário destes meus amigos que têm prioridades como descansar, jogar no computador, ver televisão, passar horas e horas nas redes socias. Ora, não quer dizer que eu também não goste de o fazer, até acho que passo demasiadas horas nas redes socias, no entanto faz-me confusão seguir uma novela ou ver várias séries de uma vez, acho uma perda de tempo na vida de uma pessoa tão jovem.

   E é por isso que muitos destes meus amigos conformados e preguiçosos me dizem "este projeto tem tudo a ver contigo!" quando lhes dou o plano.
   Eles não sabem é que podem aprender a gerir melhor o seu tempo, tal como eu. Basta querer.

   Eu também já fui de desperdiçar o meu tempo com a televisão. Para terem noção, quando andava na escola primária tinha aulas à tarde e, de manhã, assim que acordava punha-me a passar os níveis todos de um jogo da Playstation antes de almoçar. Passava uma manhã inteira naquilo, mas que grande desperdício. Quando fui para a escola básica os meus hábitos tiveram de mudar, não porque quisesse, mas depressa lhe tomei o gosto. O gosto de viajar, de acampar, de ir a jantares e festas de aniversário, de fazer desporto, de estar com outras pessoas.

   Uma das razões pela qual desenvolvo este negócio é a de poder ser dona de todas as minhas horas diárias. Ser eu a dizer "hoje trabalho durante 8 horas seguidas e amanhã trabalho de 2 em 2 horas" só porque quero fazer outras coisas e me dá mais jeito assim. Mas para lá chegar tenho de começar a utilizar o pouco tempo livre que tenho, se não nunca poderei sair desta gaiola. Mesmo que seja só uma hora por dia, tenho é de abdicar de uns minutos de sono, outros minutos de estar no café, outros minutos de ficar no sofá. Um pouquinho daqui e um pouquinho dali e tudo se arranja :)

   Uma vez um casal, que eu estou a ajudar a fazer o mesmo que eu, disse-me que não podiam continuar no projeto e não podiam ir aos eventos por falta de tempo, pois a hora dos eventos era a hora que iriam passar a usar para descansar do trabalho. Eu respeitei a decisão deles, mas atrevi-me a contar-lhes detalhadamente as minhas 120 horas seguintes em que rapidamente fui interrompida, pois eles já estavam cansados só de me ouvir e nem sequer tinham passado dois minutos.
 
   Eles rapidamente perceberam a dedicação que dou a cada atividade da minha vida, seja ao negócio, seja aos amigos, seja ao voluntariado, seja a outra atividade em que estou envolvida. E não me arrependo de nada!

17 junho, 2015

Enganaram-me e muito bem

   Para dizer a verdade, foi no final de agosto que me apresentaram a Amway.
   Não fazia a mínima ideia que existia tal empresa com tais produtos e tudo o que ouvi naquela noite achei uma coisa de outro mundo, parecia que me estavam a mentir.
   Pois não conhecia nenhuma empresa, até ao momento, que tivesse tanto sucesso, tantos cientistas, uma fábrica com tantos metros de comprimento, tantos produtos realmente biodegradáveis, tantas ajudas em parceria com a UNICEF. Não queria acreditar, não parecia verdade.

   Lembro-me de sair daquela sala com vontade de ir contar a meio mundo que existia uma maneira divertida de se ganhar dinheiro apoiando uma empresa com ótimos princípios. Mas pouco depois caí em mim e pensei "como pode ser verdade? Nunca ouvi nas notícias, muito menos uma publicidade daquelas marcas que se diziam tão conhecidas".
   Fui para casa pesquisar, pus-me a vasculhar o site de cima a baixo. Parecia ser real, no entanto decidi registar-me e depressa levei o meu pai para que me validasse se seria uma coisa fidedigna. Ele registou-se também. Fiquei com muito medo de que ele estivesse apenas a confiar em mim e no fim fosse uma farsa. Decidi continuar a investigar participando nos eventos sobre a empresa.

   E no fim de setembro, lá fui eu a uma conferência onde me explicaram de novo o negócio, mas desta vez haviam mais pessoas, muito entusiasmadas e bem-dispostas (algo estranho nos dias de hoje). O orador assustou-me um pouco com tanta energia, mas tocou-me com algumas frases que já tinha ouvido do meu pai. Pareceu-me ser uma pessoa igualmente ambiciosa como ele, que acredita nos seus objetivos e faz tudo para os atingir.
   Como ainda estava só numa de observar, não mostrei o meu entusiasmo aos que me convidaram, pois tinha medo de ser alvo de uma lavagem cerebral (não sei onde, mas lembro-me de ouvir falar sobre algo parecido e por isso fui com todas as minhas armas defensivas).

   Ora, quando saí fui ter com umas amigas que me questionaram sobre aquela noite. Tentei fazer o que me pediram, pediram-me para não ir contar onde estive pois as pessoas que não estão no projeto não entendem o que é e se me colocarem questões não saberei responder e vou-me tornar num alvo a abater para esses "amigos".
   Pois, mas o objetivo não foi conseguido, conseguiram adivinhar onde fui e fazer o quê. Eramos pelo menos cinco amigas naquela noite e nunca mais me esqueço da reação de três delas.
   A que adivinhou já tinha estado numa conferência com o mesmo orador, na mesma sala, mas tinha sido convidada duma maneira sinistra pelo gajo mais estranho da faculdade. Disse que os produtos eram bons mas que achou um ambiente muito estranho e que as pessoas não batiam muito bem. A minha reação: as tais pessoas que não batiam muito bem são como o meu pai, divertidas, acreditam bastante no que dizem, positivas e bem-dispostas. Por incrível que pareça, esta minha amiga adora o meu pai, só não sabe é que ele também desenvolve este negócio.
   A segunda a falar disse-me para ter muito cuidado com esse negócio de vendas pois é um esquema em pirâmide, que quem entra primeiro ganha muito com os novos que entram a seguir. Outras aproveitaram para falar mais coisas más sobre a Amway, já nem me lembro muito bem o quê ao certo. Mas apenas por ser minha amiga e querer o meu bem, gravei bem esta frase da pirâmide na minha memória para ter a certeza de que não iria ser enganada, mesmo depois de me terem explicado de que não se tratava de algo ilegal.
   A terceira esperou que todas falassem e ouviu-me dizer que apenas fui ver o que era, que não tinha entrado para coisa nenhuma e quando me fizeram a pergunta se tinha gostado respondi com "os produtos parecem bons". E então ela disse "se quiseres entrar entra, tu é que sabes o que fazes da tua vida e não tens de seguir a opinião dos outros". Fiquei muito mais aliviada :)
 
   Mais tarde contei à pessoa que me convidou a conversa dessa noite e então explicaram-me o porquê de ser muito normal em Portugal rebaixarem e falarem mal de quem experimentou o negócio da Amway.
 
   A pouco e pouco fui percebendo que aquelas pessoas estavam cientes do que estavam a fazer. Cada um com o seu emprego, faziam este negócio para deixarem os seus empregos e terem mais tempo livre, outros faziam-no por dinheiro e outros faziam-no porque toda a família está envolvida no projeto e não tinham qualquer desvantagem em fazê-lo.
   E pensei: se um arquiteto, uma técnica oficial de contas, muitos licenciados e outros estudantes estão a desenvolver este negócio, que mal me poderiam querer fazer? Não havia razão. Eram coisas da minha cabeça e da cabeça das pessoas que me rodeiam que não ouviram a oportunidade de negócio pela boca dos especialistas na matéria.
 
   Enganaram-me e muito bem...